A gente se dá conta tarde de que a felicidade é fácil, não?
sexta-feira
Depois, penso também naquele quase velho poema do John Lennon: “I don’t believe in yoga/ I don’t believe in mantra/ I don’t believe in God/ I don’t believe in Freud/ I don’t believe in drugs/ I don’t believe in sex/ I don’t believe in Beatles” e termina com um acorde profundo de guitarra e um
“I just believe in me”. Mas nem isso.
“I just believe in me”. Mas nem isso.
(Caio Fernando Abreu. Carta a José Márcio Penido)
quarta-feira
‘‘Até poderia ser um amor clichê. Daqueles como todos os casais de filmes de romance. Sem discussões, e sem lágrimas. Um casal onde tudo é perfeito, e sem brigas bobas. Poderia ser um casal comum.Um daqueles casais que todo mundo diz que são fofos juntos. Até poderia ser um casal onde tudo se tornaria a mesma mesmice. Mas eu não quero isso. Eu quero um amor diferente de todos os outros…Quero ter apelidos onde nenhum outro casal irá ter. Eu quero andar por aí de mãos dadas, e ficar correndo pela rua, apostando corrida. E depois iríamos morrer de rir com essas bobeiras. Eu quero um amor diferente de todos. Um amor daqueles onde tudo irá ser motivo pra dar várias gargalhadas. Aquele amor diferente dos outros. Onde iríamos brigar por uma coisa tão sem sentido, e depois iríamos rir disso. Um irritando o outro com coisinhas bobas. Eu não quero um amor igual aos outros. Eu prefiro ser um casal onde iríamos nos divertir com tudo. Não precisaria de café da manhã na cama, mas iria querer acordar com alguém me olhando, e alisando o meu cabelo, até eu acordar. Eu quero pedir pizza quase todos os dias, e depois comer brigadeiro de sobremesa. Iríamos se encher de besteiras, sem ligar pra nada.Dormiríamos tarde, e acordaríamos tarde também. Eu quero ser um daqueles casais onde iríamos sair por aí, e não teríamos hora pra voltar.Sairíamos, e não voltaríamos tão cedo. Andaríamos na praia, com os pés na areia. Depois iríamos apostar corrida até o mar, e jogaríamos água um no outro. Eu quero ser um daqueles casais imperfeitos, onde todo mundo irá falar que não vai dar certo, mas não iríamos ligar para a opinião dos outros. Quero um amor, onde um irá fazer o outro sorrir, e nunca chorar… Eu só quero ser um casal diferente dos outros.’’
“Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor, um jeito encantado de ser, um toque de intuição e um tom de doçura. Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude, uma solidão de artista e um ar sensato de cientista. Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo. Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.”
— Caio Fernando de Abreu.
‘‘— Eu te odeio.
— Odeia mesmo?
— Odeio tudo em você.
— Porque? — Sorriso.
— Porque você é irritante.
— Eu sou irritante, porque?
— Porque você bagunça o meu cabelo toda hora, me liga antes de dormir e não fala nada. E ainda me faz cócegas, só pra eu morrer de tanto rir.
— Mas eu sei que você adora tudo isso.
— Eu não adoro. — Risadas.
— Eu sei que você não me odeia, tá? — Gargalhadas.
— Odeio tudo em você; Principalmente esse seu jeito bobo, idiota, meio atrapalhado de ser. E essas suas manias. Você é tão chato.
— Nossa. Tá bom.
— Você está lindo hoje. — Sorriu.
— Você está mais ainda. — Mexe no cabelo dela.
— Ainda me odeia?
— Odeio, e muito.
— Eu… te amo.
— Eu também.
— Me ama?
— Eu te amo, e te odeio só por você me fazer te amar tanto assim. — Sorrindo.’’
“Fiquei triste. Ai, desculpa, mas fiquei. O ser humano é cruel, às vezes tenho vergonha de ter nascido humana. Sempre disse que prefiro os bichos, você lembra? Prefiro bicho, que gosta ou não gosta, que lambe ou morde. Um bicho nunca vai dar sorrisinho falso, dar tapinha nas costas e falar mal de você na próxima esquina. Ah, me deixa, eu fiquei triste e me deixa, me deixa, me deixa com minha tristeza num cantinho qualquer do coração.”
— Clarissa Corrêa
‘‘E era mais um daqueles dias, onde só queria colocar a sua cabeça no travesseiro, e começar a chorar. Chorar sem parar, sem pensar no mundo lá fora. Naquele mundo onde era atormentada pelas lembranças ruins, e pela ausência de algumas pessoas em sua vida. Deitava-se em sua cama, e ficava por horas lá. Cobria-se com seu cobertor para se esconder, olhava para cima, e continuava a pensar. Não conseguia pensar muito bem no que a deixava feliz, mas conseguia pensar perfeitamente em coisas para entristecê-la de alguma maneira. E era por isso que continua lá em sua cama, sem nenhuma vontade de levantar, e olhar o dia lá fora. Olhar o dia lindo, e as pessoas se divertindo. Mas para ela, tudo estava sem cor, tudo já tinha se tornado uma coisa clichê. Para ela, não existia mais cor nos lugares onde olhava. A única cor que ela havia reparado era no cinza, talvez porque a sua vida estava como aquela cor… Lágrimas caiam sobre os seus olhos sem perceber, e derrepente, sem pensar, estava chorando. Chorando como uma criança pedindo colo. Era um choro de carência, de querer apenas um abraço naquele dia, onde tudo parecia estar dando errado. Passava horas em seu quarto, onde tudo estava bagunçado. Com roupas pelo chão, livros embaixo da cama, papéis rasgados em sua cabeceira. Estava uma bagunça no seu guarda-roupa, cheio de fotos rasgadas pelo chão, vários papéizinhos queimados, e nesses papéis havia lágrimas, mas estava uma bagunça principalmente em si mesma. Uma bagunça em seu coração, e nos seus sentimentos. Havia coisas bagunçadas em sua mente… Era uma pobre garotinha. Aquela garota que passava a maior parte do seu tempo, se isolando de certas coisas. Era uma garota necessitada… De atenção, amor, e de preocupação.’’
‘‘Eu sou forte. E ao mesmo tempo, sou frágil. Às vezes, eu simplesmente desabo chorando, por qualquer coisa, por qualquer palavra. Sim, eu choro, mesmo sendo uma pessoa forte, às vezes é impossível não desabar em lágrimas. Ou ficar triste por nada ter dado certo. Outros dias, eu acordo com um sorriso em meu rosto, e não deixo nada poder me deixar mal, mas às vezes se torna inevitável não me entristecer de alguma forma, seja com palavras mal ditas, e atitudes não demonstradas. Eu sou forte, mas eu também cometo erros. Eu também faço drama, e faça manha pra conseguir algo. Eu sou uma pessoa forte, mas consigo demonstrar ser sensível em vários momentos, em várias situações. Eu me considero uma pessoa forte, mesmo quando eu choro no colo de alguém, pedindo pra me fazer sorrir, nem que seja um pouquinho. Mas mesmo assim, eu me olho no espelho, e vejo o reflexo de uma pessoa extremamente forte. De uma pessoa que já passou por tantas decepções. De quem já quebrou tanta a cara, pra ter que aprender com o seu próprio erro. Eu me vejo como uma pessoa forte, só por conseguir aguentar todos os dias várias coisas que não me fazem bem, e ainda conseguir colocar no meu rosto um sorriso enorme. E mesmo com toda essa minha fragilidade intensa, eu consigo não deixar me entristecer fácilmente. Eu sou uma pessoa forte, mas não posso ser assim o tempo todo.’’
‘‘Era um casal como os outros, se divertiam, saiam juntos, faziam coisas que todos os casais faziam, mas Julia sabia que faltava algo nos dois… Sabia que em Alfonso, faltava mais preocupação. E Julia sabia que amava ele, mas ele apenas ‘‘gostava’’ dela.
Em um dia de ida ao parque, Julia resolve questionar Alfonso sobre o que ele senti realmente por ela:
— Você me ama, Alfonso?
— É claro que sim, Julia. Porque essa pergunta agora?
— Porque as suas atitudes comigo, não é de alguém que se importa.
— Mas esse é o meu jeito. Não sou muito bom em demonstrar sentimentos.
Julia então, decidi parar com essa sisma de achar que Alfonso não senti nada por ela, e continua com o namoro dos dois. Com o passar do tempo, Alfonso tem mais atitudes de não se importar com ela. Ele começa a sair com os amigos, sem ligar para o que Julia irá pensar, fala com as suas amigas o tempo todo, mesmo sabendo que Julia morre de ciúmes.
— Porque você está tão brava assim, Julia?
— Talvez porque você saiu, e me deixou aqui sozinha, né?
— Desculpa.
— Eu já não aguento mais esse namoro, Alfonso. Você saí sem avisar, me faz ciúmes com suas amigas, e não atende as minhas ligações.
— É. Acho que você tem razão, é melhor terminarmos, dar um tempo nesse namoro, já que você acha que eu não te amo.
— Ok, então. (Lágrimas caem sobre os seus olhos)
— Isso é um adeus?
— Acho que sim.
— Então ta.
— Tchau.
— Adeus.
Passa algumas semanas, e Julia não consegui pensar em outra coisa a não ser em Alfonso, então decidiu ligar para ele…
— Alô?
— Oi, Julia.
— Eu só te liguei pra saber como você estava.
— Eu estou muito bem, e você?
— É. Acho que estou bem.
— Hum. E como vai a vida?
— Indo. E a sua?
— Ótima.
— Que bom pra você, né?
— É.
— Então…
— Eu preciso desligar agora, vou sair com uns amigos.
— Tchau então.
— Tchau!
Julia começou a cair na real, e ver que Alfonso nunca gostou delarealmente, então decidi esquecê-lo, mesmo sabendo que iria ser difícil. Ela começa a sair com suas amigas, começou a se divertir como nunca tinha se divertido antes. Aos poucos ela ia esquecendo aquele amor, onde só a fez sofrer. Em uma dia comum, Julia saiu com suas amigas, e no mesmo lugar, estava Alfonso.
— Oi, Julia.
— Oi.
— Nossa, que frieza é essa? Você nunca foi assim.
— Pra você ver, né? As coisas mudam, Alfonso.
— Eu nunca pensei que você mudaria. Porque está assim agora? Não me ama mais?
— Eu decidi me amar em primeiro lugar, sabe?
Julia o deixou falando sozinho, e foi dançar com suas amigas. Alfonso começa ver a garota incrível que perdeu.
No outro dia, ele liga para Julia.
— Alô?
— Oi, é o Alfonso.
— Oi…
— Eu precisava falar com você.
— Então diga.
— É… Depois de ontem, eu pude ver a garota incrível que você é.Quando eu cheguei em casa, eu lembrei de todos os momentos que passamos juntos, e aquilo me fez sorrir. Eu me fazia de durão, mas no fundo, eu gostava realmente de você. Eu só queria ‘‘zuar’’ um pouco, e agora eu percebi quanta coisa eu perdi. Inclusive você.
— Eu acho que é tarde demais pra falar isso, né?
— Porque?
— Porque agora eu estou namorando.
— Ah, desculpa. Tchau.
Depois desse dia, Alfonso vai até a casa de Julia, e em frente a sua porta, ele deixa uma carta para o namorado dela.
‘‘Cuida bem dessa pequena aí. Nunca pense em machucar o coração dela, e quando ela sentir frio, abrace-a bem forte, e não a solte. Diga o quando você se importa com ela , é disso o que a Julia gosta. Dê valor a ela, e faça o que eu não pude fazer. Eu sei, eu perdi a Julia por bobeira, e isso está me matando aos poucos. Então por favor, só prometa que ira cuidar dela, como eu não soube cuidar.’’
“Ando precisando de carinho, de afeto. Tô precisando tirar essa carência de dentro de mim, e ter quem se preocupe comigo. Ultimamente, eu estou precisando de algum abraço. Eu ando precisando mesmo, é de companhia. Daquelas companhias que nos fazem bem, sabe? Realmente, eu ando precisando de mais motivos pra sorrir, pra levantar da cama. Estou precisando e querendo mais motivos pra me fazer feliz, e menos motivos pra me fazer entristecer. Ando precisando ouvir um ‘‘eu preciso de você.’’ É disso o que eu estou precisando.”
“Eu gosto de um carinho vindo sem eu pedir. De passear de mãos dadas, e de quem demonstra o que senti. Gosto de fazer as coisas mais simples, como passear em um parque e ficar olhando o céu, em um dia de sol, ou simplesmente ficar em casa assistindo filme em um dia de chuva. Eu gosto de ter ao meu lado quem eu possa deitar no colo, e chorar. De quem vai me abraçar quando eu estiver mal, só precisando de carinho. Eu nunca admito quando estou triste, mas quero que as pessoas adivinhem, e venham me dar um pouco de atenção. Gosto de quem pergunta mais de uma vez, se estou bem mesmo. Eu gosto de pessoas simples, de coisas simples. Eu gosto de quem se importa de verdade.”
'' E então […] Porque você não vem tirar de mim toda essa carência? Toda essa sensação de abandono, e desconforto. Pode cobrir-me de carinhos, alguns gestos onde eu possa me sentir importante. Vem o mais depressa possível, porque aqui ao meu lado, tem um lugar vago. Um lugar onde precisa ser preenchido por alguém que irá proteger-me de tudo. Porque não vem ocupar esse lugar ao meu lado? E me cubra de mimos, e carícias. Demonstre se importar comigo de alguma maneira, e vai conseguir me fazer sorrir de verdade. Aqui ao meu lado está um vazio, e dentro de mim, tem uma carência. Então me diz, porque você não vem? E tira de vez essa solidão no meu peito, que insiste em me acompanhar aonde eu vá. Porque você não vem logo preencher esse lugar, e fazer-me sentir como se tudo estivesse perfeito, como se não houvesse problemas, e me fizesse dar várias gargalhadas, e jamais deixaria cair lágrimas sobre os meus olhos. Porque não ocupa esse lugarzinho ao meu lado, que só está esperando alguém pra ocupá-lo? Ein? Pode me prometer que irá cuidar de mim? Que vai sussurrar antes de dormir um ‘eu te amo..’ Diga coisas simples, e me tire vários sorrisos bobos.''
sexta-feira
quinta-feira
“Cá estava ela, novamente, com um sorriso fingido e olhos avermelhados. Dizia ser o sono que a deixou assim, mas na verdade, não foi bem isso. Estava sentada no chão, não se sabe o porquê, mas estava ali, no canto da sua cama, olhando pra fora dê sua janela. Olhava, olhava, e olhava, não se sabe muito bem porque ela estava ali, só estava com os olhos vermelhos, e olhando fixo para o céu. Pedia pra sua dor ir embora, e levar de vez, todas as suas lembranças. Aquelas lembranças ruins que ela guardava consigo. Já não tinha mais forças para nada, se levantar talvez fosse uma péssima opção, já que a sua vida estava tão tediosa, tão sem graça. Com os olhos cheios de lágrimas, se levantava da sua cama, e seguiu em frente. Conseguia se tornar um grande personagem, onde ela mesma havia criado. Usava então, uma capa, pra ninguém notar-te. Pra ninguém conseguir notar, o quanto era frágil aquela menina. Criou então, uma armadura, onde ninguém conseguia ver o que ela realmente sentia, o que ela escondia através do seu sorriso, tão fingido e fútil. As palavras mal conseguiam sair, quando alguém olhava fundo em seus olhos e perguntava se estava bem mesmo, mas como sempre, ela dizia que estava. Por ser durona demais, achava melhor assim, ter que falar que estava bem, só pra não desabar diante das pessoas. E usar aquele personagem que criaste, talvez iria distanciar algumas pessoas que só queriam faze-lá sofrer. Que só queria machucar aquele pobre coração, tão inocente. Dentro de sua cabeça, era uma tremenda confusão. Lia coisas que a machucavam, e para os outros, poderia ser algo fútil, mas para ela, isso acabava com o seu dia. Aquela garota, escondia de si mesma o desejo de ser feliz, de conseguir sorrir de verdade. De arrancar de vez aquele personagem, onde criaste pra ninguém a machucar. Talvez precisasse de alguém, que se importasse de verdade, e fizesse ela se sentir a “única” em sua vida. Pobre, garota. Se isolava-se de tudo, e ninguém conseguia notar, o quanto estava mal. O que ela queria mesmo, era parecer o forte para as pessoas, e assim, todos saberiam o quanto aquela garota não podia ser machucada, mas não era bem assim. Aquela menina, já tinha se machucado muito, e então chorava, mas chorava sozinha. Pra ninguém ver, pra ninguém perguntar o que ela estava sentindo. Já era de costume, ela fingir estar bem. Abria um sorriso e seguia para mais um dia onde teria que esconder aquilo o que estava sentindo, não era isso o que ela queria, mas mesmo assim, fingiu estar bem. Só precisava de um “porto seguro”, onde iria ter com quem desabafar. E finalmente, falar tudo o que estava sentindo.” — Nathalia.
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About Me
- escritoradeboteco
- só preciso de tempo pra esquecer tudo isso, porque toda vez que eu abro os olhos, vejo algo que me lembra você, e toda vez que fecho os olhos, chega a ser pior, pois eu olho sua imagem com completa nitidez em minha frente. Eu só espero que isso passe logo.
eu te amo,
e se não te interessa, nunca fale sobre sentimentos se estes não existem. Nunca toque numa vida se pretende romper um coração. Nunca olhe nos olhos de alguém se quiser vê-los derramar lágrimas por ti. O mais cruel que você pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você, quando você não pretende fazer o mesmo!









